segunda-feira, dezembro 08, 2008

José Cid – 10.000 Anos Depois Entre Vênus e Marte (1978)

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Galera, quando eu tava fazendo uma já citada mega-coletânea de progressivo para uma amiga, resolvi incluir material gravado em outros idiomas que não o inglês. Até porque era virtualmente impossível fazer uma boa coletânea de prog sem os italianos. Pois bem, eu tinha material brasileiro, francês, argentino, alemão e até basco, mas dei uma busca por coisas curiosas no Prog Archives. Foi onde dei de cara com isto aqui: progressivo cantado em português de Portugal.

Claro que o estranhamento é enorme. Até porque, devido ao compreensível complexo de inferioridade de ex-colônia, nós brasileiros desenvolvemos um certo desdém por tudo relativo a Portugal. Tudo bem, tem certos clubes da segunda divisão que merecem esse desdém, mas isso é outra conversa. Fora Pessoa, Eça de Queiróz, Amália Rodrigues e Saramago, pouco ou nada conhecemos das artes portuguesas, o que é uma enorme injustiça.

Mas, voltemos ao disco em questão. José Cid é um cantor, compositor e tecladista português em atividade desde 1956 (quando tinha apenas 14 anos). O sucesso só veio mesmo no fim da década de 60, com o grupo Quarteto 1111 (não era mais fácil chamar logo de Quarteto 4, ó pá?). Após alguns compactos de sucesso, gravaram em 1970 um Lp homônimo, que acabou proibido pela censura – vale lembrar que Portugal vivia então uma longa e particularmente tacanha ditadura fascista. No ano seguinte, lançou seu primeiro trabalho solo, sem, no entanto, se desligar do quarteto, que, aliás, mudou o nome em 1973 para Green Windows, numa tentativa infrutífera de ganhar o mercado externo.

Seu som tinha, desde os anos 60, influência de pop com uma boa dose de psicodelismo e temas portugueses. Em 1977, porém, resolveu fazer uma incursão no progressivo propriamente dito e gravou este disco aqui. Tem muito teclado e boas incursões da guitarra de Zé Nabo (sim, o nome do sujeito é Zé Nabo!), embora tenha passagens meio clichês – mas quem não tem? O tema, beeeeeem anos 70, é uma história futurista, na qual a humanidade deixa a Terra devastada para tentar a sorte no espaço.

O disco passou batido em Portugal – vale lembrar que, dois anos após a infecção punk, o progressivo estava começando a virar anátema – e Cid voltou ao pop meio rame-rame até cair num certo ostracismo nos anos 80. Com a redescoberta do progressivo a partir dos anos 90, o disco foi redescoberto e se tornou um item de colecionador no mercado europeu.

Aqui está, em 192 kbps e com as capas originais.

1. O Último Dia na Terra
2. O Caos
3. Fuga Para o Espaço
4. Mellotron, o Planeta Fantástico
5. 10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte
6. A Partir do Zero
7. Memos

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Vídeo: 10.000 Anos Depois Entre Vênus e Marte. Galera, vamos dar um desconto, tá? Na década de 70, todo mundo se vestia de forma ridícula.

12 comentários:

Luizinho disse...

Foi longe agora, heim?!
Escutarei com atenção.
Abrçs

truckertucker disse...

Nossa...chato demais, cara!

seu Joaquim da quitanda disse...

Entre as figuras da cultura lusitana esquecestes de dois expoentes, opostamente extremos:
Camões e (!)Roberto Leal.

Roger Paz disse...

O José Cid hoje em dia faz musica popular que por aqui chama-se "musica pimba"... É uma figuraça.. mas boa pessoa... Aconselho a conhecerem mais das bandas portuguesas, há muita coisa boa, mas tbm muita porcaria.. como em todo lado...

Anônimo disse...

O progressivo Português tem algumas coisas legais (ex. Tantra , prog muito legal)Este albúm do José Cid é um Clássico e se vcs procurarem verão que ele esta na lista do 100 melhores Albúns de progressivo da história.
Valeu!
Abraços
Ale

Droid Sektor disse...

Vocês brazucas são lixados. Complexo de Colonia? lol.."oh pah" cês já não são colónia ha uns séculozitos né? Ainda tem disso mermão? Pô cara, que complexados lol... Cês queriam falar holandês é?? Que me lembre até foi um de nós que deu independência ao Brasil (tornando-se o 1º brasileiro oficial), mas ok...hehe Mas quanto á musica, sim a musica actual do Cid é do pior "pimba" (tipo Roberto Leal menos do povo e mais da inteligentsia, mas com momentos "bons-decentes-até geniais, mas arruinados por momentos horriveis e pirosos).
Creio que dos 70 os Tantra até tiveram o seu album num top 100 dos melhores albuns de Prog duma revista conceituada (nao recordo o nome, brit ou americana) como disse o "Anonimo", e numa toada mais Hard Rock 70s, talvez os Roxigénio.
Mas enfim, para mim o rock portugues so começou a detonar pós-ditadura..antes era mais bandas tipo cópia dos Beatles e dos Kinks--too poppy for me. Só nos 80s com o punk e pós-punk é que surgiram coisas mais esquisitas e avantgarde.
Confesso que de prog brasileiro nao conheço mto. Tenho que voltar a ler as rubricas progs que havia nas velhas Rock Brigade (o cara tinha uma fixação pelos Univers Zero).

McKagan disse...

grande Dagda, eu sou Português e esse post detonou! :D
fico muito feliz por você postar isso!

adoro esse cd é um grande orgulho para mim que gosto do Zé Cid como pessoa e adoro progressivo!

Anônimo disse...

Hey!

Man, sou português e folgo em ver que um zuca descreve melhor a melhor fase do Cid do que 99% dos portugueses.

"Ostracismo dos anos 80"... Não há melhor comentário.

No entanto, e como referiste, este Entre Vénus e Marte é um álbum progressivo que acorre ao cliché dos psicadélicos algumas vezes. Mesmo assim, é de longe um álbum com imensa qualidade e técnica de execução.

Já para não falar que todos os intervenientes são dos melhores em Portugal. Menção honrosa para o Zé Nabo, provavelmente o melhor baixista em Portugal, desde sempre.

Valeu!

Anônimo disse...

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Anônimo disse...

ouçam uns espanhois que são os "Triana" ;)
http://www.youtube.com/watch?v=qx3HCAWoAso

Carla Ferreira disse...

Muito bom, excelente álbum! Conheci há pouco e adorei...
Valeu pela postagem!

Achei que alguns comentários na postagem foram meio ultrapassados e inúteis... complexo de inferioridade de ex-colônia? Cara, isso é coisa de gente ignorante (pra quem assim se sente inferiorizado).
Bobeira ter desdém por Portugal, além do que, como todo país tem as suas preciosidades, e são tão infelizes como nós em outras. Aliás, Brasil é um país maravilhoso, mas não é um bom exemplo em muitas coisas não é?
Concordo que é uma injustiça pensar assim, mas não há estranhamento nenhum, o álbum é lindo.. quem curte prog tem que ouvir!

Abraços!

Anônimo disse...

Starting up a Tunes Video Generation Company.

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