segunda-feira, janeiro 01, 2007

Alice Cooper - Raise Your Fist And Yell (1987)



Inventor do chamado "rock horror" no início dos anos 1970, Alice Cooper começou a década seguinte mais perdido que pum em bombacha. Completamente tomado por drogas e álcool, tentou atirar para todos os lados, incluindo música eletrônica e New Wave, na busca pelo sucesso comercial de discos como Killers e Billion Dollar Babies. Em 1983, estava com a vida e o casamento em frangalhos e em vias de perder o contrato com a Warner.

Depois de dois anos de reabilitação, conheceu o guitarrista Kane Roberts, uma montanha de músculos que, embora não fosse nenhum gênio nas seis cordas, compunha bons rocks pesados e tinha uma tremenda noção de espetáculo. Na época, bandas de hard rock e heavy metal mais comercial (que depois ganhou o apelido "hair metal") estavam em alta, muitas delas com claras influências do material clássico de Cooper. Nada mais natural que ele também faturasse com aquela onda.

O disco de retorno foi Constrictor, de 1986, que eu, pessoalmente, não acho nenhuma Brastemp, mas que fez sucesso graças à música "He's Back (The Man Behind The Mask)", incluída na trilha-sonora de Sexta-Feira 13 parte VI. A dupla Cooper/Roberts acertou a mão de fato no ano seguinte, com este disco aqui. Som pesado, com uma cozinha poderosa formada por Kip Winger (que depois montaria a própria banda) e Ken K. Mary (do ótimo Fifth Angel) e Roberts compensando a própria limitação nos solos com riff de primeira. Nas letras, Cooper mandava um protesto contra a onda conservadora que tentava então enquadrar os roqueiros nos EUA.

Claro que o lado macabro na podia ficar de fora. As três últimas músicas, que sozinhas já valem o disco, contam a história de um assassino obcecado por uma noiva chamada Gail. Tudo termina com (muito) sangue cenográfico.

1. Freedom
2. Lock Me Up
3. Give the Radio Back
4. Step on You
5. Not That Kind of Love
6. Prince of Darkness
7. Time to Kill
8. Chop, Chop, Chop
9. Gail
10. Roses on White Lace

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4 comentários:

Anônimo disse...

Realmente interessante este disco para quem gosta como eu de Rock com várias formas, principalmente gerado por gente iniciada nos anos 70. Nada contra os atuais, mas até nos piores discos ainda se tinha um pouco de criatividade, o que hoje quase não existe.

Anônimo disse...

dá para re postar o queen 1975 e os do bill ward?


desde já agradeço

Dagda disse...

Positivo e operante.

Diego disse...

Ótima postagem, vale a pena conferir, principalmente a primeira, e as três últimas faixas.